sábado, 20 de junho de 2009

A Porta do Complexo de Santo Antônio em João Pessoa

Simplesmente uma Porta, mas o que te desperta?
Estive neste Templo e olhando atentamente para a esta Porta, comecei a observar os detalhes. Pude perceber a preocupação dos detalhes que não queriam só enfeitar, mas queriam falar, escondiam segredos do seu tempo e do seu poder.
Sua madeira grossa e bem definida me desperta para o que ela queria proteger. Ao se abrir nosso olhar é direcionado ao caminho que nos leva ao lugar mais importante do Templo: o altar, o local onde o ser superior da ordem vai celebrar as cerimônias, onde se fala de Deus, onde o corpo de Deus é distribuido ao povo, onde as pessoas são batizadas e onde casam-se, ela nos leva ao altar grandioso.
Seria então a porta um coisa tão simples como todos pensam ou ela seria uma guardiã? o que significa então a Porta? O que ela quer dizer e guardar? Seria o portal do tempo, onde ao passar por ela estaremos em outro território, mas puro e mais santo?
Esta separa o profano do sagrado. Seu tamanho, beleza e força demonstra o poder do que protege, e ao passar por este portal encontramos um mundo diferente do nosso, onde nossos olhos se perdem em meio a tantos objetos e detalhes que descrevem outro tempo.
Seria então um portal de passagem no tempo, ao qual sempre devemos nos preparar para o que vamos encontrar? seria a divisão de dois mundos?
Acredito que as portas têm muito a dizer, mas precisamos observar e questionar seus significados.
A aula de campo por meio de visita a centros históricos despertam nas pessoas um interesse a mais, por permitir que sua imaginação e suas questões fluam em meio aos detalhes, por permitir que possam viajar no tempo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A linguagem no ensino de História

Durante o período de ensino médio e fundamental fui aluna do ensino público no interior da Paraíba, onde terminar o "segundo grau" já era grande coisa. No período entre ensino médio e fundamenal foi despertado em mim a "leitura", primeiro dos paradidáticos, aqueles pequenos livros de romance e ficção que despertavam o gosto pela leitura, depois conheci os clássicos da literatura.
Muito embora a minha escola vivesse mais em greve do que atuando, comecei a ler os clássicos de literatura, me apaixonava a cada livro, adorava imaginar cada cena como se estivesse vivendo naquelas histórias. Não tinha livros e nem condições para comprá-los, a escola que estudava dispunha na época de pouquíssimos livros de literatura para dá suporte a várias turmas, mas, tinha uma vizinha, estudante do curso de Letras, que possuía um estante repleta de histórias e através dela li boa parte dos clássicos da literatura brasileira.
Conheci José de Alencar, Machado de Assis, entre outros , mas, com o passar do tempo essas histórias apesar de interessantes, começaram a me deixar a desejar algo mais, mais certeza e mais cultura, foi aí que comecei a me interessar por história, porque nela eu podia viajar no tempo, conhecer mais sobre minha cultura, meu país, minha cidade, minha escola, até mesmo sobre minha família através das memórias do meus avós, assim via o passado através de um túnel, de uma luneta.
Com a história podia entender o passado, ver que tudo que lia não era uma estória fruto da imaginação de alguém, e sim o que aconteceu ontem, num tempo que não vivi. Podia viajar, sair da minha cidade e do meu pequeno mundo e conhecer outros locais, outras pessoas, culturas, artes, tudo sem sair do meu quarto. Não tinha um centavo prá viajar, mas, encontrava nos livros a oportunidade de "conhecer".
Talvez tenha dado muita paixão as leituras que fiz, mas, algo é certo, a leitura é a porta aberta de um mundo mágico e a história é a porta de uma viagem a esse mundo.Hoje me volto para o ensino de história nas escolas e reflito como poderei despertar nos meus alunos esse interesse, uma vez que vejo o quanto a disciplina de história é vista como algo "chato" pelos alunos de ensino médio e fundamental.
Decidi estudar sobre a filosofia da linguagem no ensino de história, acredito que existe um déficit, não pelo fato de todo mundo não gostar de história da maneira que falo, mas, pelo fato que fazem parte da história e não se identificam nela.
Será que existe uma linguagem ideal para o ensino de história?
Será que os métodos estão proporcionando entendimento?
É o que me proponho a descobrir!
Márcia Albuquerque

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

II ENESFAFE




Em breve estaremos divulgando o site para as inscrições de trabalhos!!!

Escrevam seus trabalhos e aguardem!!!

APRESENTAÇÃO DO GRUPO

O Grupo de estudo e pesquisa de Filosofia da Linguagem começou a nascer no ano de 2008, com a Prof. Hélcia Macedo que ministrava a disciplina de Fundamentos Antropo-Filosóficos da Educação na Universidade Federal da Paraíba.
Essa disciplina foi um grande desafio para vários alunos, principalmente porque foi nela que tivemos a primeira experiência de um trabalho estilo monográfico, de uma apresentação expositiva do mesmo e de uma exposição de pôsters no final do semestre. Esta exposição de pôsters e apresentação de trabalhos aconteceu no I ENESFAFE - Encontro de Estudantes de Fundamentos Antropo - Filosóficos da Educação - em abril de 2008, encontro construído e pela professora e pelos estudantes da disciplina.
Ao término deste encontro, o desejo de aprender mais e de produzir conhecimento cresceu, e começamos a nos reunir com um propósito de entender mais sobre Filosofia da Linguagem. Assim, surgiu o nosso grupo de estudo e pesquisa, que agora está produzindo artigos e organizando o II ENESFAFE - Encontro de Estudiosos de Fundamentos Antropo - Filosóficos da Educação.
Integrantes:
Prof. Ms. Hélcia Macedo
Coordenadora
Cinthia Cecília
Estudante do curso de História UFPB / Pesquisadora em História, Filosofia e Educação
Carlos Henrique
Estudante do curso de História UFPB e Direito - UNIPÊ / Pesquisa em Filosofia
Gúbio Mariz
Estudante do curso de História e Arquitetura UFPB/ Pesquisa em História, Artes, Arquitetura e Filosofia
Herivelt
Estudante do curso de Filosofia UFPB/ Pesquisa em Filosofia
Márcia Albuquerque
Estudante do curso de História UFPB/ Pesquisa em História, Filosofia e Educação
Pedro Henrique
Estudante do curso de História UFPB e Geografia UVA / Pesquisa em História, Filosofia e Geografia
Solange Mouzinho
Estudante do curso de História UFPB / Pesquisa em História e Filosofia.
Neste espaço a proposta é simples e não prescinde da contribuição daqueles que ainda não fazem parte do grupo, escrevemos sobre assuntos de nossa área de pesquisa, dialogando com a filosofia. Disponibilizaremos pontos norteadores para saudáveis discussões por meio da informática.